Resenha – Uma Bruxa na Cidade

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Título: Uma Bruxa na Cidade
Autora: Ruth Warburton
Editora: Leya
Páginas: 336

Sinopse
Quando o amor e a magia se misturam, quem poderá distinguir a fantasia da realidade?Anna Winterson não sabe que é uma bruxa, e provavelmente zombaria de quem insinuasse algo parecido. Quando ela se muda para a cidade de Winter, começa a descobrir do que é capaz quando usa seus poderes. A confusão começa quando ela conhece Seth, o garoto mais bonito e cobiçado da escola. Numa brincadeira aparentemente inofensiva, Anna o enfeitiça para que ele se apaixone. E, sem querer, acaba deflagrando uma guerra entre dois clãs de bruxos rivais. A bruxinha quer apenas viver seu amor, mas se sua mágica é capaz de controlar a paixão de Seth, ela poderia ser tão monstruosa quanto os seres que estão tentando usar seus poderes em benefício próprio?

Resenha
Recentemente a editora Leya lançou o livro “Uma Bruxa Apaixonada”, que é o segundo volume de Uma Bruxa na Cidade (o terceiro é A Witch Alone, que ainda não foi lançado no Brasil). Resolvi começar a ler pois a série me pareceu bastante interessante, e não me decepcionou.
Imagine que você é uma adolescente que se muda de cidade, para uma casa que supostamente era assombrada e encontra um livro de feitiços. Se você é curiosa ou não acredita nessas coisas, provavelmente vai querer fazer algum feitiço, só pra brincar. Anna e duas amigas fizeram, na sua primeira festa do pijama juntas. O que ela não podia esperar é que o feitiço se concretizasse. E é aí que ela começa a perceber que… talvez ela tenha algo de especial para tudo isso estar acontecendo.
O feitiço foi para um menino se apaixonar por ela, só que esse menino, Seth,  tinha uma namorada, Caroline.
Temos alguns estereótipos no livro. Caroline é quase uma patricinha mimada. Seth tem fama de badboy pelo seu passado. E a que estraga tudo. Literalmente, uma bruxa. Porém, nesse lado, a autora não fez a bruxa de forma com que ficasse a clássica bruxa da vassoura, que come aranhas e mexe no caldeirão. Todos eram pessoas comuns, com casas comuns e os livros de feitiços (como o que ela havia encontrado, que era muito antigo) não eram mais usados.
Por sorte, quando Anna se viu encrencada, havia uma bruxa que estudava com ela que desconfiou de tudo o que estava acontecendo (Anna também causava tempestades sem saber, em alguns momentos) e ajudou Anna. Só que Anna não seguiu exatamente todos os conselhos que recebeu e acabou causando – muita – confusão.
Anna é uma protagonista confusa, cada hora diz e faz uma coisa, porém eu não vou julgar pois tentando entrar na pele dela – mudar de cidade, descobrir que é bruxa e enfeitiçar um garoto – eu entenderia e também ficaria confusa.
É um livro viciante, que você não quer parar de ler e quando para fica ansiosa pensando em como vai continuar. A autora poderia ter contado mais sobre as amigas que ela conheceu primeiro na escola, porém entendo que o livro tenha mudado o “rumo”. A diagramação é simples mas a revisão foi muito bem feita, e a capa é maravilhosa! 🙂
Estou louca pra ver como são as continuações! Já leram?

Resenha – Todos Meus Amigos São Super Heróis

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Título: Todos os Meus Amigos são Super-Heróis
Autor: Andrew Kaufman
Editora: LeYa
Páginas: 176

Sinopse
Existem aproximadamente 249 super-heróis na cidade de Toronto. Tom não é um super-herói, mas conhece vários: O Anfíbio, A Pilha de Nervos, A Bronca, O Homem Impossível, O Minigigante, Daquiapouco, A Doma-Rapaz, dentre outros. Tom casou-se com uma super-heroína, A Perfeccionista, cujo poder é tornar tudo perfeito. No dia do casamento, Hipno, supervilão e ex-namorado de Perfeccionista, hipnotizou-a: Tom ficou invisível, mas somente aos olhos dela. Depois de dois meses sem notar o marido, a Perfeccionista está prestes a pegar um avião para recomeçar a vida em Vancouver. É a partir de uma bela história de amor que Todos os Meus Amigos São Super-Heróis constrói um universo onde amizade, romance, profissões e cotidianos muito parecidos com os nossos ganham uma fina pátina de superpoder – ou mostra que superpoderes são apenas uma questão de ponto de vista. Tom está desesperado para que sua amada Perfeccionista volte a enxergá-lo e amá-lo. Como resolver isto sendo o único ser humano sem poderes nessa história?

Resenha
No começo eu achei que se tratasse de um livro um pouco mais infantil. Não pelo título, mas pela narrativa. Os capítulos são bem curtos, diretos, as frases são simples e vão direto ao ponto também. Por isso, o livro fica bem leve, e é divertido. Não recomendo se você for daquelas pessoas que “mimimi gosto de livro clássico”, porque aí, né? Mas é ótimo pra passar o tempo.
A história conta sobre Tom, que é o único de seus amigos que não é super herói. É casado com a Perfeccionista (é esse o poder dela: ser perfeccionista), e depois de Hipno (que o super poder é hipnotizar as pessoas) hipnotizá-la Tom fica invisível somente aos olhos dela. O livro mostra como eles se conheceram – rapidamente, e também quando ela, após meses sem ver o marido, decide mudar de cidade e seguir em frente, e o livro se desenrola nisso. Tom fica com medo dela se esquecer dele e tenta não ser mais invisível.
Também conhecemos os monstros. Monstro da ansiedade, que, cá entre nós, é bem comum e eu me senti extremamente boba lendo sobre ele. Não precisamos disso, certo? É só um monstrinho que vem pra atrapalhar tudo, ei! :}
Tem várias ilustrações no livro, e muitas partes o livro para pra contar sobre as características de alguns super heróis diferentes.

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O interessante é que tem uma liçãozinha de moral embutida nisso tudo (e olha que eu odeio lição de moral, viu?). Os super heróis tem poderes comuns, são características nossas. São nossas características mais marcantes que nos fazem quem somos, e somos especiais por isso. Somos super heróis do nosso jeito, da nossa forma. :}

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Eu esperava um livro diferente do que é, mas não me decepcionei, apenas foram coisas completamente diferentes. É divertido e bem leve de ler, e faz você parar pra pensar que não é um “nada”. :}